Conheci um jovem mergulhado nas drogas e com a vida toda comprometida pelo mal. “Misteriosamente”, surgiu em seu coração o desejo de ler a Bíblia. A princípio, era algo quase impossível para ele, mas, por causa de sua insistência, começou lentamente a gostar do conteúdo dos evangelhos. A figura de Jesus o emocionava muito e, em sua mente, formavam-se quadros mentais com as cenas da vida de Cristo. Cada cena imaginada, em profunda meditação, lhe permitia experimentar “pessoalmente” os episódios vividos por Jesus. Então, num dado momento, aquele jovem percebeu que já não tinha mais vontade de usar drogas. Sentia-se tão amado por Jesus que não podia mais viver sem Sua presença.
Algumas pessoas entram em contato com a Bíblia e sofrem mudanças profundas e definitivas, ao passo que outras afirmam friamente nada ter acontecido. Qual a explicação para isso?
Tenho observado que existe uma grande diferença entre “ler a Bíblia” e “entrar em contato com a mente de Deus”.
Ler a Bíblia pode ser algo casual, descomprometido, sem continuidade, feito apenas por curiosidade e sem a profundidade necessária. Assim, o leitor nunca se deparará com o autor da “Palavra” e sua leitura será árida e sem sabor. Contudo, no caso de um leitor sincero, o estudo da Bíblia oferecerá uma visão ampla do caráter de Deus e o desejo de conhecê-Lo mais.









